CCT dos funcionários de condomínio 2026-2027: o porteiro próprio ficou 6% mais caro

CCT dos funcionários de condomínio 2026-2027: o porteiro próprio ficou 6% mais caro

Gestão de Condomínios — A Convenção Coletiva 2026-2027 dos funcionários de edifícios e condomínios de São Paulo (Sindificios/SindiCond) fechou reajuste de 6% — dois pontos percentuais acima da inflação — com data-base em 1º de outubro e novos pisos para porteiro, zelador e faxineiro. Para o síndico que mantém equipe própria, o aumento entra direto na folha. Para quem terceiriza, o impacto é indireto — e gerenciável.

A data-base de outubro é o momento em que o custo da mão de obra condominial é reprecificado para o ano seguinte. E, neste ciclo, o reajuste veio acima da inflação — o que muda a conversa de orçamento em toda assembleia de aprovação de contas.

1. O que a CCT 2026-2027 define

A convenção fechada entre o Sindificios e o sindicato patronal SindiCond garante reajuste salarial de 6%, dois pontos percentuais acima da inflação do período, com data-base em 1º de outubro. Os pisos da categoria — porteiro, zelador e faxineiro — foram atualizados na mesma data (os valores vigentes estão no texto da convenção).

2. Por que o aumento pesa mais que 6%

O salário é só a ponta da conta. Sobre o novo valor incidem FGTS, INSS, férias + 1/3 e 13º — e o reajuste também empurra horas extras, adicional noturno e reflexos em DSR. Na prática, o custo total do posto sobe mais que o percentual do salário. É esse custo total — e não o piso da convenção — que o síndico precisa projetar no orçamento de 2027.

3. Próprio vs terceirizado: onde a conta muda de lugar

Com funcionário próprio, o reajuste é imediato e obrigatório — e a gestão de banco de horas, substituições, férias e afastamentos continua com o síndico. Com terceirização, a prestadora tem a convenção da própria categoria, absorve o reajuste e reprecifica na renovação do contrato. Em troca, o condomínio recebe o que a folha própria não entrega: supervisão documentada, substituição garantida e compliance trabalhista — exatamente o que protege o condomínio em uma ação de responsabilidade subsidiária.

4. O que o síndico deve fazer agora

Equipe própria: aplicar o reajuste na data-base e revisar a folha com os novos pisos. Contrato terceirizado: antecipar a renovação e pedir memória de cálculo do reajuste — aumento sem lastro documentado não se aceita. Em qualquer cenário: comparar o custo total do posto (salário + encargos + gestão + substituição), não apenas o salário, e exigir certidões e comprovação de recolhimentos em dia da prestadora.

O reajuste de 6% é lei para a categoria — o que varia é quem gerencia o impacto. Fale com a Self Protection e compare o custo total do seu posto de portaria →

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